26/08/2010

Não julgue pela aparência

O texto é curto, vale a pena ler!

Não julgueis segundo a aparência,e sim pela reta justiça.

Malcolm Forbes conta que uma senhora, usando um vestido de algodão já desbotado, e seu marido, trajando um velho terno feito à mão, desceram do trem em Boston, EUA, e se dirigiram timidamente ao escritório do presidente da Universidade Harvard. Eles vinham de Palo Alto, Califórnia e não haviam marcado entrevista.

A secretária, num relance, achou que aqueles dois com aparência de caipiras do interior, nada tinham a fazer em Harvard.

– Queremos falar com o presidente – disse o homem em voz baixa.
– Ele vai estar ocupado o dia todo – respondeu rispidamente a secretária.
– Nós vamos esperar.

A secretária os ignorou por horas a fio, esperando que o casal finalmente desistisse e fosse embora.

Mas eles ficaram ali, e a secretária, um tanto frustrada, decidiu incomodar o presidente, embora detestasse fazer isso.

– Se o senhor falar com eles apenas por alguns minutos, talvez resolvam ir embora – disse ela.

O presidente suspirou com irritação, mas concordou.

Alguém da sua importância não tinha tempo para atender gente desse tipo, mas ele detestava vestidos desbotados e ternos puídos em seu escritório.

Com o rosto fechado, ele foi até o casal.

– Tivemos um filho que estudou em Harvard durante um ano – disse a mulher. Ele amava Harvard e foi muito feliz aqui, mas, um ano atrás ele morreu num acidente e gostaríamos de erigir um monumento em honra a ele em algum lugar do campus.
– Minha senhora – disse rudemente o presidente –, não podemos erigir uma estátua para cada pessoa que estudou em Harvard e morreu, se o fizéssemos, este lugar pareceria um cemitério.
– Oh, não – respondeu rapidamente a senhora. Não queremos erigir uma estátua. Gostaríamos de doar um edifício à Harvard.
O presidente olhou para o vestido desbotado da mulher e para o velho terno do marido, e exclamou:

– Um edifício! Os senhores têm sequer uma pálida ideia de quanto custa um edifício? Temos mais de sete milhões e meio de dólares em prédios aqui em Harvard.

A senhora ficou em silêncio por um momento, e então disse ao marido:

– Se é só isso que custa para fundar uma universidade, por que não termos a nossa própria?

O marido concordou.

O casal Leland Stanford levantou-se e saiu, deixando o presidente confuso.

Viajando de volta para Palo Alto, na Califórnia, eles estabeleceram ali a Universidade Stanford, em homenagem a seu filho, ex-aluno da Harvard.

7 comentários:

  1. Retratou muito bem a nossa realidade de preconceitos.Parabéns

    Com carinho
    Isa
    http://sabedorias-isa.blogspot.com

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  2. Muito bom esse texto, Malu, é uma história que nos faz pensar no quanto podemos ser preconceituosos quando vemos as coisas superficialmente.
    Temos esse hábito de julgar pela aparência e pouca paciência para analisar o todo. Beijos pra ti!

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  3. Quanta coisa fica pra trás por causa dos preconceitos. Muito bem colocado. Mas quem será o ex-aluno?
    Um abraço, Malu.

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  4. Não devemos olhar a aparência e sim a essência. Abraços

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  5. Minha querida amiga Malu, boa noite!!!
    Que bom que este presidente recebeu o castigo merecido... o preconceito é um horror.
    Aprendemos mais uma bela lição!
    Parabéns pela excelente postagem!
    Abraços e muita paz!!!

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  6. Muitos ricos se vestem de uma forma bem simples. Tempos atrás li a biografia de Onassis, que foi durante muito tempo o homem mais rico do mundo, e no livro tinha que ele tinha pouquíssima roupa e gostava de se vestir simplesmente. Eu também me visto de forma simples e às vezes chega a ser engraçado a maneira como nos julgam pelas roupas que usamos e pela aparência.

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  7. Uma pena que o homem vive pelo que os olhos enxergam, duplicando sempre os preconceitos, muito bom o texto amiga.
    Abraços forte

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