Nos últimos dias a minha cidade, Manaus, virou manchete em vários meios de comunicação.
Fato: numa visita a uma comunidade, o Prefeito de Manaus, Sr. Amazonino Mendes, num momento de descontrole emocional foi estupidamente grosseiro com uma moradora de uma área de risco. Vale ressaltar que semana passada morreram pessoas nessa mesma área. Além de mandar a moradora morrer já que a mesma estava resistente em desocupar a área ele teve a infeliz idéia em perguntar de onde a senhora vinha e quando ela disse que era do Pará ele desdenhou dizendo que “estava explicado” e deu as costas. Não vou mais me alongar no fato, pois como foi amplamente divulgado, todos devem ter visto.
O meu ponto de vista é que os dois erraram.
1. O Senhor Prefeito foi muito infeliz na sua postura, que para a sua posição deveria ter se controlado, para mim o “negão”, como ele se intitula perdeu uma excelente oportunidade de exercer o seu direito de ficar calado;
2. A moradora, assim como outras pessoas que moram em área de risco e não querem sair pondo em risco a sua vida e de seus familiares. Esse tipo de atitude não ocorre somente aqui, eu vi em várias reportagens nos telejornais sobre a enchente em Petrópolis/RJ nas quais foram mostradas inúmeras pessoas que não queriam de forma alguma sair de suas moradias, mesmo sabendo do risco. Como eu não conheço a região não sei em para qual área segura eles poderiam ser remanejados, mas aqui em Manaus com certeza temos muitas áreas que podem ser cedidas a essas pessoas, basta a Prefeitura dar condições, ou seja, infra-estrutura básica.
Não defendo nenhum dos dois, só acho que o erro do Prefeito teve um peso maior devido o seu cargo, pois num momento de raiva usou de preconceito. Na pior das hipóteses ele poderia até ter pensado, entretanto jamais falado. Dizem que a palavra é de prata e o silêncio é de ouro.
Quero deixar registrado que sou filha de uma acreana com um cearense e que meu avô paterno era baiano e que a família da minha avó materna era do Rio Grande do Sul e eu nasci em Manaus/AM. Como podem ver sou de uma família tipicamente brasileira e sou Amazonense com toda a minha paixão.

Quero deixar mais claro ainda, que não tenho qualquer forma de preconceito, nem tampouco rixa com pessoas que moram em outros estados, ainda mais nortistas. Acho que o preconceito é o fungo que se alimenta do pus de uma ferida. Sinceramente para mim até mesmo as cotas de vagas das universidades é uma forma de preconceito.
Cada região, estado e cidade têm as suas peculiaridades e não cabe julgamento ou criticas.
A principal característica do Brasil é a miscigenação e a sua diversidade cultural e o preconceito é pura ignorância.
Os paraenses, assim como qualquer pessoa de qualquer estado brasileiro podem sim escolher a sua cidade de coração e morar nela, não existem leis que proíbam. E o que não é proibido é permitido. Vale ressaltar que o que prevalece é a educação, a política de boa vizinhança, o respeito e a consideração para com o próximo.
Bjoks no coração.
Maluzinha
Malu
ResponderExcluirAqui temos duas posturas. O nervosismo de um homem público e o desespero de uma cidadã comum.
A primeira deveria ser evitada; a segunda é até aceitável. As palavras do senhor burgomestre compraram uma briga com os paraenses.
Em boca fechada não entra mosquito e nem sai besteira.
Abç
Felipe
Digam não ao preconceito com um simples "gosto" neste link:
ResponderExcluirhttp://www.facebook.com/pages/Festival-Secundario/160896107286580
E de seguida neste:
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=186897544686436&set=a.185834048126119.38337.160896107286580&theater
E ajudem-nos a ir ao festival, obrigada (;